A evolução da instrumentação laboratorial atingiu um patamar onde a precisão não depende mais exclusivamente da destreza manual do operador. Na Biosystems, atuando no suporte à ciência brasileira desde 1990, observamos que a introdução das micropipetas eletrônicas resolve um dos maiores gargalos da biologia molecular e do diagnóstico genético: a variabilidade inter-operador e a fadiga mecânica.

A Física da Precisão: Motores de Passo vs. Atuação Manual

Diferente de uma micropipeta mecânica, onde a velocidade de aspiração e a força do "segundo estágio" (blow-out) são controladas pelo polegar do usuário, as versões eletrônicas operam através de um motor de passo de alta precisão. Este componente converte impulsos digitais em movimentos mecânicos infinitesimais, garantindo que a velocidade de movimentação do pistão seja rigorosamente constante.

Assista: Demonstração técnica da micropipeta dPette e a precisão da interface digital.

Essa tecnologia, presente em modelos de referência como as modernas soluções da DLAB, elimina o fenômeno da turbulência interna na ponteira — causa comum de formação de aerossóis e contaminação de amostras. Ao automatizar o ciclo de pipetagem, o instrumento assegura que o volume aspirado seja idêntico em cada ciclo, independentemente de quem o opera.

Modos Operacionais: O Salto na Produtividade

As micropipetas eletrônicas não são apenas dispositivos de volume variável; elas são pequenos computadores de manuseio de fluidos. Suas funcionalidades permitem otimizações que seriam impossíveis em sistemas manuais:

  • Dispensação Repetitiva (Stepper): Permite aspirar um volume total e dispensar múltiplas alíquotas iguais (ex: 50µL x 10 vezes), ideal para o preenchimento de microplacas de 96 poços.
  • Pipetagem Reversa: Técnica essencial para líquidos viscosos, onde o sistema compensa automaticamente a retenção de líquido na parede da ponteira.
  • Diluição Programada: O equipamento realiza a aspiração da amostra e do diluente, executando a mistura internamente com precisão motorizada.

Ergonomia e a Redução da Fadiga Operacional

Enquanto uma micropipeta manual exige força constante para vencer a resistência da mola, a eletrônica requer apenas um leve toque em um gatilho. Isso reduz drasticamente o risco de LER/DORT em laboratórios que processam centenas de amostras diariamente. A ergonomia digital permite que o foco do pesquisador esteja na análise dos dados, e não no esforço físico da dispensação.

Embora as eletrônicas representem o topo da tecnologia para microlitros, rotinas que exigem estabilidade absoluta em volumes fixos ainda encontram nas micropipetas de volume fixo HTL uma barreira inegociável de precisão. Para fluxos que demandam maior escala, a combinação com os sistemas multicanais ou o uso de pipetadores motorizados para grandes volumes cria o ecossistema perfeito de produtividade.

Para garantir que a tecnologia motorizada mantenha sua acurácia, recomendamos seguir nosso guia técnico de manutenção e calibração, fundamental para a longevidade dos selos internos e pistões eletrônicos.

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