O sucesso de um ensaio de Western Blot depende intrinsecamente da qualidade da transferência das macromoléculas da matriz do gel para uma membrana suporte, processo conhecido como Electroblotting. Na Biosystems, atuando na curadoria de instrumentação científica desde 1990, identificamos que a escolha do sistema de transferência é o fator que define a nitidez das bandas e a reprodutibilidade quantitativa dos dados.

Fundamento Técnico: O electroblotting é a etapa subsequente à corrida eletroforética. Para compreender os princípios físicos da migração molecular em campos elétricos, recomendamos a leitura do nosso artigo sobre Eletroforese na Biologia Molecular.

1. Dinâmica de Transferência: Sistemas Wet (Tanque)

O sistema Wet Blotting é caracterizado pela imersão total do ""sanduíche"" (gel, membrana e papéis de filtro) em um volume considerável de buffer de transferência. Esta configuração é técnicamente superior para proteínas de alto peso molecular (acima de 150 kDa), pois permite períodos de transferência prolongados sob refrigeração rigorosa.

Equipamentos como o Eletroblotter Vertical EBM20 da Cleaver Scientific permitem o processamento de até 5 blots de 20x20 cm simultaneamente, garantindo um campo elétrico homogêneo e dissipando o calor por efeito Joule de forma eficiente. Já para rotinas de menor escala, o EBM10 oferece a mesma precisão em formato mini (10x10 cm).

2. Agilidade e Economia: Tecnologia Semi-Dry

Diferente do sistema de tanque, o Semi-Dry Blotting utiliza apenas o buffer retido nos papéis de filtro espessos, eliminando a necessidade de grandes volumes de líquido. Os eletrodos de placa (geralmente titânio e aço inoxidável) ficam em contato direto com o sanduíche, permitindo correntes elevadas e tempos de transferência reduzidos para poucos minutos.

  • Velocidade de Processamento: Ideal para proteínas de pequeno e médio porte e para laboratórios que buscam alta rotatividade de amostras. O modelo SEMI-DRY SD20 é a referência para transferências de grande área (20x20 cm).
  • Sistemas Conjugados: Para máxima otimização de bancada, o modelo SD10-PP3AMP integra a fonte de eletroforese ao blotter em um único chassi compacto.

3. Parâmetros Elétricos e Reprodutibilidade

Diferente da eletroforese convencional, o electroblotting exige uma densidade de corrente (mA/cm²) estável. Variações térmicas podem alterar a resistência do buffer, provocando o efeito de ""blow-through"" (atravessamento da membrana) ou retenção incompleta no gel. Em fluxos de trabalho de proteômica avançada, o electroblotting é precedido por técnicas de alta resolução, como a Focalização Isoelétrica (IEF), exigindo que o sistema de transferência mantenha a integridade das bandas geradas na primeira dimensão.

4. Sistemas Completos e Padronização

Laboratórios que buscam a padronização total podem optar por sistemas ""All-in-One"", como o CVS10CBS-PP300. Estes minissistemas integram a cuba de eletroforese vertical com o módulo de blotting, assegurando que a compatibilidade mecânica entre o gel e a membrana seja absoluta, minimizando falhas operacionais e o manuseio excessivo das matrizes.

Sistemas de Electroblotting e Transferência

A Biosystems fornece a linha completa de Eletroblotters para pronta entrega ou importação direta.

VER LINHA COMPLETA DE ELETROBLOTTERS
TIRAR DÚVIDAS NO WHATSAPP SOLICITAR COTAÇÃO