A eletroforese é uma técnica fundamental em laboratórios de biologia molecular e bioquímica, utilizada para separar macromoléculas de acordo com sua carga elétrica, tamanho e forma. Seja no diagnóstico genético ou na purificação de proteínas, a precisão desta técnica é o que viabiliza descobertas críticas na ciência moderna.
1. O Princípio Físico: Migração e Carga
A técnica baseia-se na migração de moléculas carregadas através de uma matriz sob a influência de um campo elétrico. Moléculas negativamente carregadas (ânions), como o DNA e o RNA, movem-se em direção ao polo positivo (anodo). A matriz atua como um ""peneiramento molecular"", onde moléculas menores percorrem o caminho mais rapidamente que as maiores, permitindo uma separação por tamanho com alta resolução.
2. Sistemas e Matrizes: Horizontal vs. Vertical
A escolha do suporte físico define o sucesso da separação:
- Gel de Agarose (Horizontal): Padrão ouro para separação de fragmentos de DNA e RNA. Ideal para análises genéticas e forenses.
- Gel de Poliacrilamida (Vertical): Oferece maior poder de resolução, sendo essencial para a separação de proteínas (SDS-PAGE) e pequenos fragmentos de ácidos nucleicos.
- Eletroforese Capilar: Uma abordagem automatizada que utiliza capilares de sílica para análises ultrarrápidas com mínimas quantidades de amostra.
Para laboratórios que demandam o nível máximo de separação proteica, a eletroforese convencional evolui para a Focalização Isoelétrica (IEF), técnica de primeira dimensão que isola moléculas pelo seu ponto isoelétrico em gradientes de pH.
3. Aplicações que Movem a Ciência
A versatilidade da eletroforese permite sua aplicação em múltiplos domínios:
- Medicina Diagnóstica: Identificação de hemoglobinas anormais e doenças genéticas.
- Ciência Forense: Perfilagem de DNA para investigações criminais e testes de paternidade.
- Indústria Farmacêutica: Controle de qualidade de fármacos biotecnológicos e anticorpos monoclonais.
Vale ressaltar que a separação é apenas a fase inicial do fluxo de trabalho analítico. Para identificar bandas específicas ou realizar análises de imunodetecção, o próximo passo mandatório é o Electroblotting e Western Blot.
4. Padronização, Fontes e Resultados
O maior desafio da eletroforese é a reprodutibilidade. A escolha de fontes de tensão estabilizadas e cubas com design térmico eficiente é crucial para evitar distorções nas bandas (efeito sorriso) e garantir dados prontos para publicação. A precisão de todo o sistema depende diretamente de Fontes de Alimentação Estabilizadas, capazes de operar em Voltagem ou Corrente constante conforme o protocolo.
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